De uma ou de outra forma
Esses ventos severos de agosto
Sempre levam preciosidades embora
Glória, Laura, Filipe, Tim, Dolly, minha Paz
E no olho do furacão da mente
Eu olho para o céu azul acima
E penso sobre a Roda da Vida
Que nunca para de girar
De trazer
De tirar
E sinto por toda alma algo inominável
O resultado da soma
Do medo e da esperança
Da perda e da conquista
Do desespero e da fé
Algo que talvez só um poeta
Poderia sentir
Ou certamente
Qualquer um que também exista
Em um agosto assim.

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