29 de ago. de 2026

Ventos severos de agosto



De uma ou de outra forma 

Esses ventos severos de agosto 

Sempre levam preciosidades embora 

Glória, Laura, Filipe, Tim, Dolly, minha Paz

E no olho do furacão da mente 

Eu olho para o céu azul acima

E penso sobre a Roda da Vida

Que nunca para de girar 

De trazer

De tirar 

E sinto por toda alma algo inominável 

O resultado da soma 

Do medo e da esperança 

Da perda e da conquista 

Do desespero e da fé 

Algo que talvez só um poeta 

Poderia sentir 

Ou certamente 

Qualquer um que também exista 

Em um agosto assim.

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