Talvez tivesse muito medo da passagem do tempo
Da sua fome insaciável
Da transitoriedade de tudo
E o amor pela beleza
Eternizasse os instantes por alguns instantes
Como se ali estivesse seguro
Protegido da efemeridade de todas as certezas
De toda realidade tão severa e tão inconstante
Por isso o mergulho na canção
Por isso a insistência na palavra
Por isso mais esse poema simplório.

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